"por Denise Camargo
Gostaria de contar-lhes a seguinte história:
Quando meu filho ingressou na escola de educação infantil, chegou aqui em casa certo dia dizendo que queria ser "cor de pele".
Gostaria de informar que somos negros. Meu marido é branco. Nosso filho, mestiço. Não conseguimos entender o desejo dele, pois ele já era cor de pele - foi o que respondi. "Filho, você é cor de pele. Cor de pele negra".
Esse tema rondou a casa por semanas até que um dia fui à escola descobrir o que estava havendo. E, para minha surpresa, o fato era uma mistura de incompetência para a diversidade brasileira vinda da própria professora e, muito fortemente, saída também da Faber-Castell, que tem na sua caixa de lápis de 36 cores uma cor chamada PELE. Que cor é essa?
Um salmão, rosa-claro, rosinha a que o fabricante denomina PELE. Pele de quem, me pergunto? Pele branca, é claro. Não seria legítimo em um país de maioria negra que houvesse também uma cor na caixa de lápis para quem não tem pele branca?
Ressalto que, sim, embora as estatísticas camuflem esse dado, o Brasil é um país de maioria negra. E posso informar bibliografia consistente sobre o assunto, se necessário. Ou insiram uma nova cor, que contemple a pele negra, ou mudem o nome dessa, por favor.
Meu filho está com sete anos agora e já faz tempo que sabe que "marronzinho", como ele mesmo dizia. Mas entendeu nesse exato momento em que quis ser "cor de pele" que vocês o submeteram a um preconceito disfarçado.
Camuflado em uma caixa de lápis que vemos nas propagandas cantantes, coloridas, sorridentes da marca.O fato é que desde essa época - e faz tempo! tento por este canal, sem sucesso, um contato com a Faber-Castell. O fato é que semana passada, fazendo uma compra pude ver que a cor PELE continua na caixa de lápis fabricada por vocês.
Quero uma resposta e providências em uma semana, por favor. Porque hoje acordei cansada de ser ignorada. Aproveito para informar que, desta vez, usarei todos os recursos necessários para que minha reclamação atinja os canais destinados a ela, bem como instituições que se preocupam com a questão no Brasil.
Fonte: www.Viomundo.com.br "
Daí, publiquei este comentário aqui em 25 de outubro de 2008, leiam:
Olá pessoas,
Gostaria de saber qual bibliografia prova que a maioria da população brasileira é de negros. Pois o que sei é que se for considerado como negro, toda pessoa não branca, daí faria sentido, mas não é assim que um estudo sério deveria ser feito. Além de sermos um país de misturas raciais que na maioria confunde até mesmos os próprios cidadãos, não sabendo de que raça são, ainda temos aqueles que mesmo sabendo preferem se disfarçar de outros à aceitar a sua própria condição.
Sobre a Faber Castell não entendi sinceramente a raiva, e as bonecas, desenhos, propagandas etc? Acho uma apelação contra a empresa quando na verdade a falta de instrução sobre sua própria condição que cria estes argumentos de dúvidas. E se fosse o lápis marrom chamado de cor de pele negra, também seria preconceito?
Até hoje não entendo porque podemos chamar os brancos como tal, os amarelos como tal, os indígenas como tal, e somente os negros se ofendem com tal citação?
Sem falar no dia da consciência negra, das cotas, em fim existe toda uma mobilização a favor dos negros, que ora se dizem minoria e agem como tal, e ora apregoam que são a maioria do país e reclamam das minorias? Confuso né.
O preconceito é toda forma de julgamento feito antes do conhecimento da matéria(resumindo).
Não acho que a raça negra sofra de desconhecimento ou que seja novidade no Brasil, logo não há preconceito, pode haver racismo.
Mas daí... se racismo entrar na pauta, todos os diferentes podem também puxar pra sí os descontentamentos e sair reclamando dos não iguais, num ciclo que não leva a nada positivo. Na Europa, que conheço bem, este assunto foi muito bem resolvido quando os negros passaram a conviver em sociedade aceitando as culturas locais. Daí ficou claro que o problema era cultural na maioria, e hoje temos negros de todas nacionalidades. E também existe o racismo, claro. Agora os que preferem ficar em grupos fechados ignorando as culturas locais, acabam marginalizados até mesmo por não falarem a mesma língua!!Mesmo que o governo forneça gratuitamente cursos. Aqui não existe sequer problema cultural, pois somos uma panela de culturas, onde cada um absorve aquilo que mais gosta dos outros e ninguém reclama.
O que sempre vejo como reclamação é na minha opinião falta de vontade de aceitar a diversidade, alternando que seja por fatores históricos hereditários, seja por fatores atuais de baixa escolaridade, ficam esperando que alguém os proteja, e isto acontece de vários meios, ora trazendo benefícios imediatos, ora aumentando ainda mais o racismo, afinal ninguém mais além dos negros por exemplo pode estar numa universidade pública por sua condição étnica. Lamentável, faz o negro parecer inferior.
Enquanto não houver entendimento que se somos muitos, misturados e diferentes, nada adiantará ficar reclamando de toda forma que não lhe seja aceitável, como uma cor de lápis por exemplo, quando o assunto é bem mais amplo e necessita no mínimo de boa vontade até mesmo para enxergar que uma mudança não se faz só com um grupo de pessoas, e sim pela maioria, logo volto a perguntar maioria qual? E se são a maioria, porque não mudaram ainda os paradigmas? Porque não são maioria nos plenários, congresso, câmaras etc?Candidatos negros existem. Gostaria de acreditar na boa fé de todas as reclamações sobre preconceito, mas quando vejo e analiso, percebo que nem diferenciam preconceito de racismo, e mesmo quando o fazem, são apenas mais um grupo articulando a favor de sua causa, tal qual fizeram e fazem os ricos em toda história mundial... daí é mais um apenas.
Sinto muito pelo seu filho, realmente é difícil explicar que somos o que somos, e somos diferentes, mas e daí? Não vai ser uma professora, um lápis ou mesmo um país inteiro que vai nos fazer mudar de cor.. é viver como se é e brigar contra o racismo, e de todos os grupos raciais, pois está na lei do papel e da vida. E a lei da vida tem mostrado que mais vale procurar se valorizar, que tentar desvalorizar os demais pela diferença, como se todos fossem obrigados a gostar de todos.
E de diversidade eu entendo com um dna que mescla desde mouro-árabes, ítalo-suiços, com índígenas brasileiros... Estou aqui, sirvo de exemplo de toda raça, menos ariano. e não acho que minha cor seja tão importante assim,até porque nem raça mais tenho, é um misturel só, como acho que serão todos no futuro.
Deixo sempre que a ignorância seja um problema dos ignorantes. Agora se achou que a Faber Castell promove racismo nesta citação de nome de cor do lápis, vá a luta, só acho uma bobagem pois é uma questão cultural da diversidade que somos, de padrão mercadológico, etc. Ser politicamente correto acaba sendo um grande preconceito, onde conceituamos que todos são bons só por serem iguais e que os iguais são a forma justa de viver em sociedade. Mentira.
Se igualdade fosse um fato natural, seriam todos os lugares idênticos, com todos seus povos da mesma forma. Ainda bem que não é assim.
Minha opinião.
Um abraço ao autor.
___**____
Quase um ano depois e cadê o processo, cadê as ressalvas, a ação?
Reitero o que disse e não ví motivo de nehuma parte para mudança sobre o tema.
Quase um ano!!
Entregrupos publicou. Tá blogado.
quinta-feira, 10 de setembro de 2009
sexta-feira, 26 de junho de 2009
terça-feira, 2 de junho de 2009
quinta-feira, 2 de abril de 2009
Tergiversar à moda brasileira, versão burguesa.
O importante é estar bem consigo mesmo e por isso fico sempre muito feliz com a decisão, mas a cada nova escrita a amargura é remoída, talvez numa catarse do vivido que impresso já na alma, não se apaga, nem se consola. Avanti amigo, se num ano foi suficiente pra tanta percepção e experimentação, liberte os 40 passados. Não há salvação pra quem não interpreta a vida, pra quem não entende o óbvio, nem pra quem se esconde na escrita burra oriunda da leitura deturpada, mesmo quando sabida e reprovada.
Por mais que você exemplifique, aqui toda nova é sempre velha: sentimento só se reconhece pela dor na pele. Falar em cidadania já me causa ânsia pois, se nem os ditos esclarecidos sabem ler, o que esperar dos mesmos que por direito escrevem tal qual lêem, para informação dos imberbes? E assim funciona para todas as demais espécies brasileiras. Salvo exceções, que de tão excepcionais e raras, esmoreceram no panorama, tal qual gás rarefeito no universo do oxigênio. Juntar molécula por molécula é tratar a exceção como regra, e isso tá brega e não tem mais pega. Já era. De fato nunca foi nem o será. Utopia é tudo, é querer ver o surdo ouvir o urro do cego mudo! Eis o burro.
Logo é inverter os pólos, dar exceção à regra, catalogando e afastando os merdas, tal qual reza a vasta terra, onde desde sempre à regra foi e ainda é a regra.
Os ordinários são o erário, e nada otários diferenciam os extra e policiam os dados. É... aqui ordinário é insulto, erário é errado, e pra encerrar ficaria: polícia nem tem dardo.
Não dá pra comparar, mas jocosamente eu ouso em tergiversar, pois tal qual o burro do exemplo, continuo imóvel e alvo, escrevendo e divulgando tudo aquilo que finjo um dia concretizar.
Amplexos e Avanti!
Michel
Por mais que você exemplifique, aqui toda nova é sempre velha: sentimento só se reconhece pela dor na pele. Falar em cidadania já me causa ânsia pois, se nem os ditos esclarecidos sabem ler, o que esperar dos mesmos que por direito escrevem tal qual lêem, para informação dos imberbes? E assim funciona para todas as demais espécies brasileiras. Salvo exceções, que de tão excepcionais e raras, esmoreceram no panorama, tal qual gás rarefeito no universo do oxigênio. Juntar molécula por molécula é tratar a exceção como regra, e isso tá brega e não tem mais pega. Já era. De fato nunca foi nem o será. Utopia é tudo, é querer ver o surdo ouvir o urro do cego mudo! Eis o burro.
Logo é inverter os pólos, dar exceção à regra, catalogando e afastando os merdas, tal qual reza a vasta terra, onde desde sempre à regra foi e ainda é a regra.
Os ordinários são o erário, e nada otários diferenciam os extra e policiam os dados. É... aqui ordinário é insulto, erário é errado, e pra encerrar ficaria: polícia nem tem dardo.
Não dá pra comparar, mas jocosamente eu ouso em tergiversar, pois tal qual o burro do exemplo, continuo imóvel e alvo, escrevendo e divulgando tudo aquilo que finjo um dia concretizar.
Amplexos e Avanti!
Michel
domingo, 22 de março de 2009
Delegado da P.F. Protógenes vai ser demitido.

Foto: Folha
Carta publicada pelo delegado endereçada ao Presidente dos E.U.A., pode ter sido o estopim tão aguardado pela corja governamental como justificativa para sua demissão.
A sorte foi lançada, não que a ajuda venha de lá, mas entendo que esta pode ser uma tentativa em vida de se contar o seu lado, que no meu ver, é muito maior que isto que lemos, temos lido, e talvez nunca mais leremos. Depois da mudança do SISBIN, ninguém, nem mesmo ele, ou qualquer outra pessoa com autoridade ou não, terá isenção para explicitar seu pensar, principalmente quando o objeto da análise for qualquer um que faça parte do governo. Leia-se governo como todas as instituições públicas, autarquias, políticos, amigos dos amigos, empresas amigas e toda rede de relacionamento que estes possuem.
Seu único erro foi crer que, da e pela justiça viriam as ferramentas democráticas fomentadoras para o esclarecimento total desta investigação, e por ela o fio do tear nos levasse de volta às ovelhas. Não ha lisura, nem ombridade em nenhuma das instituições, e ainda negam. Negar um fato é simples, agora negar a história que temos vivido é impossível, os fatos se relacionam, e os acontecimentos e desdobramentos idem, todos na direção do silêncio, arquivamento, negação e com conseqüências trágicas que vão desde assassinatos até a total quebra da soberania do país.
É um momento histórico, só o futuro será capaz de interagir com estas atitudes, pois hoje quem denúncia vira investigado, e quem policia é feito bandido. E ainda temos uma imprensa dita livre, que se alterna entre interesses pequenos, médios e grandes, todos contra a verdade, ficando impossível sob qualquer aspecto e para qualquer um reagir na democracia que temos.
Protógenes, tal qual o Bruno, vai ser calado, mas antes disso, farão dele modelo à Michelangelo da justiça exemplar que eles merecem há muito. Até lá, viveremos os mesmos dias e noites na ignorância escura, estruturada, criada e endossada por todos, população idem.
Por hora nem uma guerra seria capaz de alterar o que está em curso, só mesmo o voto, mas daí esperar que a mudança venha do povo, é acreditar que Deus seja brasileiro e que todos nós sabemos ao menos quem somos e pra que servimos.
Parabéns, vocês venceram. O palhaço é rei, a platéia sorri pagando, e quem manda nem cara têm. Imensurável a depressão moral que me incorre. Palmas! ninguém conseguiu algo sequer parecido neste pequeno globo. Benchmarking à venda. Tratar com o Zé, mas corra pois o título já nasceu sold out.
Michel Rodrigues
Vamos a carta do Delegado Protógenes:
"Estimado Presidente Barack Obama –
Como é amplamente reconhecido, a sua eleição ao cargo supremo dos EUA reafirma e fortalece a luta pela democracia e pela justiça travada por cidadãos honrados em nações do mundo inteiro. Acreditamos que existe, de fato, "uma luta em andamento que vai além do oceano" dizendo respeito ao bem-estar de toda a coletividade humana. É nesse espírito que estamos enviando essa comunicação à sua atenção.
O Brasil vive momentos de fragilidade, pois evidências de esquemas de corrupção que ameaçam a soberania de nosso país estão presentemente sendo avaliadas nos EUA. Precisamos, portanto, do seu apoio. Sabemos, afinal, que o crime organizado internacional não tem qualquer comprometimento com o valor público das nações do planeta, mas apenas com a sua dizimação, fato que perpetua o flagelo e o sofrimento de centenas de milhões de seres humanos em todos os países.
A luta brasileira contra a corrupção tem se tornado mais intensificada nesses últimos meses conforme a operação Satiagraha da Polícia Federal tem evidenciado ao povo brasileiro o envolvimento dos três poderes da república em esquemas de corrupção. Isso se tornou público a partir da apreensão e condenação do banqueiro-bandido Daniel Dantas, o agente financeiro de inúmeras fraudes e atos criminosos realizados nos últimos 15 anos em conjunto com os mais altos representantes públicos dos poderes executivo, legislativo e judiciário do Brasil.
Como resultado desse quadro lamentável, os poderes da república brasileira têm agido de forma patentemente arbitrária e antidemocrática, visando obstruir os processos da lei e da ordem, dessa forma traindo os interesses 190 milhões de cidadãos brasileiros ao favorecer bandidos já condenados pelas leis do país.
O fato é que os 2 bilhões de dólares já bloqueados com a ajuda de governos estrangeiros – do total de U$ 16 bilhões desviados pelo banqueiro-bandido Daniel Dantas – mostram a veracidade dos crimes e provam que a luta vai, sim, além dos oceanos. Mesmo assim e apesar de ter sido condenado a dez anos de prisão bem como ao pagamento de multa de R$ 12 milhões por tentar subornar um delegado da Policia Federal, o banqueiro-bandido condenado responde a sentença em liberdade após receber dois Hábeas Corpus sucessivos contrariando todo o histórico de julgamentos e súmulas da Suprema Corte brasileira.
Infelizmente, não é apenas o judiciário que está no payroll do banqueiro-bandido Daniel Dantas. O próprio presidente da república, o Lula, acaba de colocar los amigos para assumir controle do Sistema Brasileiro de Inteligência (Sisbin) com um decreto no dia 19 de fevereiro de 2009, visando obstruir processos relativos à soberania da nação – aliás, uma jogada não muito distante do Patriot Act do presidente G.W. Bush que custou aos EUA um atraso que o senhor pode mensurar melhor do que ninguém. No caso em questão, 11 entidades autônomas, incluindo as forças armadas brasileiras, formavam um conselho consultivo que coordenava a Sisbin. Esse conselho foi agora substituído por um comitê de seis indivíduos amigos de Lula, todos com um passado ético extremamente questionável.
Como é de conhecimento público, as informações da investigação Satiagraha contendo provas irrefutáveis dos crimes mencionados acima se encontram em 12 discos rígidos, encontrados dentro de uma parede oca na residência do banqueiro-bandido Daniel Dantas, os quais estão presentemente nas mãos da CIA nos EUA para serem analisados e revelados os esquemas de corrupção no Brasil com reflexos no seu país. Não é difícil imaginar as razões que levaram essas evidências para longe do Brasil ao considerarmos a seriedade dos crimes cometidos e o poder dos criminosos envolvidos, cuja lista abrange expoentes do sistema financeiro internacional, alguns já bem conhecidos do público estadunidense.
Assim como o senhor, o senador Russ Feingold e milhões de homens e mulheres honrados em seu país, a grande maioria dos brasileiros acredita que a lei deve valer para todos equitativamente, caso contrário a democracia se torna uma mentira e colocamos em risco o futuro da liberdade e da cidadania no mundo. Temos que lutar juntos pela transparência e pela justiça dia e noite para que as forças corruptas não se imponham sobre as forças do bem e por isso acreditamos vigorosamente que não pode haver protelações quanto à justiça clamada pelo povo brasileiro em face da crise moral que assola o Brasil.
Finalmente, lutamos pela justiça HOJE. Como escreveu Martin Luther King Jr., "Justiça atrasada é justiça negada". Então, contamos com a sua vigilância e o seu apoio para que os processos de avaliação e divulgação dos dados contidos nos 12 discos rígidos em poder da CIA não sejam obstruídos. Queremos apenas a verdade, pois sabemos que basta a verdade para que a soberania do nosso povo seja garantida.
Deus abençoe o senhor, sua família, o povo americano e todas as suas iniciativas visando o aprimoramento social da humanidade.
Atenciosamente,
Protógenes Queiroz
www.protogenescontraacorrupcao.ning.com "
Carta na íntegra: Aqui.